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Lições Bíblicas – Edição 327

R$11,90

O livro de Daniel é, ao mesmo tempo, inspirador e desafiador. Seu conteúdo reúne histórias e visões do profeta durante os setentas anos do cativeiro babilônico e nos primeiros anos do Império Persa (605 a 535 a.C.).

É uma bênção podermos estudar capítulo por capítulo desse livro, nesta série de Lições Bíblicas. Além de examinar e refletir sobre histórias que fortalecem a nossa fé, esta é também uma excelente oportunidade de entendermos o significado das profecias de Daniel. O que significam as setentas semanas? Como entender as 2300 tardes e manhãs? O que o livro nos ensina sobre o Anticristo e grande tribulação? Essas são algumas das perguntas que serão respondidas nesta série.

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REF: LB327
Categoria: Lições Bíblicas
Tags: LB327, lições bíblicas
Descrição

O livro de Daniel é, ao mesmo tempo, inspirador e desafiador. Foi escrito em duas línguas. A parte central (Dn 2:4 a 7:28) está em aramaico, o idioma internacional da época; o restante está em hebraico, língua materna dos judeus. Isso porque, embora diga respeito, principalmente, ao povo de Israel, sua mensagem é universal e abarca todos os povos da Terra. Seu conteúdo reúne histórias e visões de Daniel, durante os setentas anos do cativeiro babilônico e nos primeiros anos do Império Persa (605 a 535 a.C.).

Os doze capítulos de Daniel dividem-se em duas partes. Os seis primeiros se relacionam com acontecimentos históricos. Constituem-se das narrativas históricas de Daniel e seus três amigos: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Já os seis últimos registram revelações proféticas. São quatro visões de acontecimentos futuros, que Daniel recebeu quando já era idoso. Estas apresentam profecias detalhadas sobre o destino do povo judeu sob o governo de povos gentios, durante aquela época, mas também tratam da chegada do reino de Deus, através do Messias, e do fim do mundo.

Seu autor, Daniel, nome que significa “Deus é meu juiz”, nasceu de uma família nobre do reino de Judá; possivelmente, no tempo do reinado de Josias. Cresceu e foi educado na corte judaica, tendo por base os princípios e os valores do Deus de Israel. Contudo, foi levado para o cativeiro babilônico com a primeira leva de judeus, em 605 a.C., quando o terrível Nabucodonosor tomou Jerusalém e levou cativos para Babilônia os nobres do povo (2 Rs 24:1-7; 2 Cr 36:5-8; Dn 1:1-2).

O costume dos babilônicos era incorporar os jovens nobres das nações subjugadas à administração do império. Por isso, Daniel e seus três amigos foram treinados em todas as ciências da Babilônia e, depois, colocados para trabalhar no palácio (Dn 1:3-4). Porém, devido a sua inteligência fora do comum e a sua habilidade de interpretar sonhos, dadas por Deus, Daniel chegou à posição privilegiada de governador da província da Babilônia e chefe supremo de todos os sábios do império (Dn 2:48).

A sua grande marca foi a integridade. Ele foi fiel ao seu Deus, em todas as circunstâncias, até mesmo quando correu risco de morrer, como no caso da famosa história da cova dos leões. Era homem de oração e tinha uma comunhão profunda com Deus, a ponto de ser informado por anjos de que era muito amado no céu (Dn 9:23, 10:11,19). O Senhor lhe respondia por meio de livramentos, sonhos e visões.

Durante todo o exílio, Daniel esteve ligado ao palácio, mas também exercia o ministério profético, em que procurava orientar e consolar os exilados do seu povo. Muitos judeus não conseguiam compreender por que Deus havia deixado o seu povo ir para o cativeiro. Parecia que o Senhor havia perdido as rédeas da história e já não conseguia protegê-los ou que lhes havia esquecido.

Daniel, que era um profundo conhecedor das mensagens do profeta Jeremias, sabia que o exílio na Babilônia estava no plano de Deus, que ele usaria aquele tempo para disciplinar e curar o seu povo (Jr 29:1-14). Segundo a profecia, seriam setenta anos de servidão na Babilônia (Jr 25:11). Isso estava no cronograma divino e seria uma ação educativa. A missão de Daniel era mostrar que Deus não havia esquecido o seu povo e que tudo estava sob controle.

Ainda assim, havia realidades que nem mesmo Daniel conseguia entender; por isso, ele se dedicava, cada vez mais, à consagração e à oração, suplicando a Deus que lhe revelasse seus mistérios, a fim de que tivesse uma palavra para orientar o povo. Assim, o Senhor o ajudou a compreender aquela situação presente de Israel; também lhe deu sonhos e visões sobre o futuro e o fim dos tempos. Foi nesse contexto que o livro foi escrito. Seu objetivo era dar ânimo aos exilados, revelando o plano soberano de Deus para seu povo.

A mensagem central do livro é que Deus governa o mundo, “em todas as eras e em todos os lugares”. Ele é Senhor sobre todos os reinos da Terra. Assim, reinos e impérios surgem e desaparecem, “mas Deus estabelece seu reino através de seu povo redimido”. O livro mostra que os “reinos se levantam e caem segundo o programa de Deus”. Ele é realmente o soberano e está dirigindo a história.

Em Daniel, vemos que a história não é um trem desgovernado e fora dos trilhos: Deus está no comando. As rédeas da história não estão nas mãos dos poderosos da Terra, mas nas mãos daquele que está assentado no alto e sublime trono. Ele já estabeleceu que essa história termina com um final feliz para a igreja, uma vitória retumbante do povo de Deus.

Os lindos relatos de experiências e livramentos de Daniel nos inspiram a confiar no cuidado de Deus e a nos manter fiéis a ele, em todas as circunstâncias. Contudo, é, para nós, um desafio compreender completamente o significado de suas profecias. Não é sem razão que esse livro é considerado o “Apocalipse do Antigo Testamento”: tem uma grande conexão com as profecias do livro do Apocalipse; inclusive, foi citado por Jesus Cristo, em seu sermão profético (Mt 24:15). O livro de Daniel é cheio de simbologias e números, que dificultam um pouco a interpretação, mas que, quando compreendidos, trazem uma mensagem poderosa de consolo e esperança para a igreja de Cristo.

Portanto, é uma bênção podermos estudar capítulo por capítulo desse livro, nesta série de Lições Bíblicas. Além de examinar e refletir sobre histórias que fortalecem a nossa fé, esta é também uma excelente oportunidade de entendermos o significado das profecias de Daniel. O que significam as setentas semanas? Como entender as 2300 tardes e manhãs? O que o livro nos ensina sobre o Anticristo e grande tribulação? Essas são algumas das perguntas que serão respondidas neste trimestre.

Que, ao Deus soberano, Senhor da história, sejam dados a honra, a glória e o louvor, agora e na eternidade. Amém!

Pr. Alan Pereira Rocha
Diretor do Ministério de Ensino da Convenção Geral

Informação adicional
Peso: 132 g
Dimensões: 13.5 × 20.5 × 0.5 cm
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